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Se liga no campus
Conforme a decisão, inédita na Instituição, dois alunos, considerados mentores e executores do trote, foram desligados da UFU, e
treze, que tiveram participação em menor grau, foram suspensos por quatro meses letivos. A decisão foi divulgada
na terça-feira, 26 de setembro, em entrevista coletiva à imprensa, pelo coordenador do Curso de Agronomia, professor Osvaldo Toshiyuski Hamawaki.
Segundo o professor Hamawaki, na época, a vítima correu risco de morte, o que só não aconteceu porque ele não era alérgico a picadas de formiga e porque recebeu atendimento médico (ele foi hospitalizado). Poucos dias depois, o reitor da UFU, professor Arquimedes Diógenes Ciloni, nomeou duas comissão internas
- uma de sindicância e outra administrativa - para, respectivamente, apurar os fatos e aplicar penalidades aos autores do delito.
Foram ouvidas cerca de 100 pessoas, entre alunos, testemunhas e a vítima. Com base no relatório das comissões e no parecer jurídico da Procuradoria Geral, o reitor tomou essa decisão
preventiva, para prevenir outros casos. A idéia, segundo o professor Hamawaki, é mudar essa cultura da violência praticada contra os ingressantes na universidade, que chega às raias da tortura, para uma recepção educativa aos calouros abolindo, inclusive, a palavra
trote.
O professor lembra que a prática do trote é proibida na UFU desde 1993, através da Resolução número 15/93, e que as penalidades passaram a constar dos artigos 202 (suspensão) e 203 (desligamento) da Seção II
- Corpo Discente, do Regimento Geral da Instituição, desde 1998.
O desligamento e a suspensão dos estudantes, conforme a Portaria, passam a valer a partir do próximo semestre letivo, dia 23 de outubro deste ano.
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